quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ética: Comparação de algumas concepções e uma crítica para os segundões pensarem!

A ética é uma disciplina da filosofia. Ela é uma das mais tradicionais, juntamente com a lógica, a política e a metafísica. Não é à toa que a ética de Aristóteles é portanto evocada como referência nos estudos do segundo ano do ensino médio, como um dos exemplos clássicos de sistema ético, juntamente com o de Epicuro. Proponho então um exercício de avaliação crítica: para Aristóteles todas as ações humanas tendem a um bem, sendo que o bem maior é a felicidade. Para o filósofo macedônio a felicidade se encontra na prática da virtude. E a virtude é uma ação que não peca nem pelo excesso nem pela falta. Um caminho equilibrado (o caminho do meio budista? Algo a se considerar outra hora...). Já Epicuro advoga que as sensações são o caminho. Experimentar conscientemente os prazeres e a dor também, nos proporciona o conhecimento para atingir a felicidade. Em última análise a felicidade para Epicuro está no cultivo da amizade. (Pelo proprio fato de que a amizade é uma construção que demanda tempo e esforço, e que proporciona ao mesmo tempo prazer e dissabores, mas que acaba contribuindo para que se alcance um estado de felicidade que deve ser considerado.. Pois bem, vinte e três séculos depois (uau!) nós vemos a ética como uma disciplina de caráter científico, que irá superar aquela ética tradicional que era mais "prescritiva", querendo, digamos assim, ditar  uma moral ideal. A ética hoje até pode influenciar a moral vigente. Mas não tenta como antes, fundar uma moral perfeita e sim investigar de modo crítico as ações. É aí que entram os pensadores contemporâneos, com novos conhecimentos a respeito do ser humano e de sua organização social. Dois exemplos que vou citar aqui são: Sigmund Freud, que com sua psicanálise descobriu uma dimensão nova para definir o ser humano, e que coloca em dúvida qualquer tentativa de estabelecer uma moral ideal que leve-nos à felicidade; e Michel Foucault, que ao analisar as relações de poder existentes na sociedades modernas, percebe nelas organizações sistematizadas com a intenção de domesticar os indivíduos e assim pode-los dominar e manter a estrutura política tal como está. Este conflito está colocado para pensarmos os problemas morais da atualidade. Eis o desafio: É possível traçar condutas morais, discutir uma ética possível, depois destas considerações?     

domingo, 13 de maio de 2012

Blog em construção. Obrigado pela compreensão.

Estudando (e fazendo) Política

Dentro do conteúdo a ser trabalhado por alunos do 1º EM, vimos as definições de política do livro "Filosofando", e o entendimento das autoras de Política enquanto exercício de poder. Propus então à classe um trabalho em grupo que consiste em pesquisar uma matéria publicada na imprensa (jornal, revista ou internet) e detectar na mesma qual é o assunto político, quem exerce o poder, sobre quem o poder é exercido, e se as decisões tomadas visam ao bem coletivo ou a interesses pessoais e corporativos. 

O trabalho é feito em classe, o que permite ao professor acompanhar a evolução individual. Também foi proposto a seguinte organização dos grupos. Os grupos serão formados por quatro integrantes, e cada um deles terá uma função específica (coordenador, relator, pesquisador e orador), que servirá para que a avaliação seja feita individualmente. Foi proposto que cada grupo que se forme decida quem ocupará cada função e finalmente, que batizem o grupo com um Nome. 

Os fatores que considero agregadores nesta atividade são: 

1- trabalho em grupo - as decisões serão tomadas em coletivo, ou seja, estarão agindo politicamente enquanto estudam política (é interessante que esta proposta é rejeitada por alguns, que se recusam a interagir com os colegas, enquanto outros já se adiantam em formar seus grupos de amigos tradicionais, onde a possibilidade de consenso e sucesso na apresentação do trabalho é maior...)

2- Definição das funções - como cada função significa que existirá uma responsabilidade específica a ser desempenhada, o grupo tem o desafio de chegar a um consenso na escolha de quem faz o quê. Serve assim para que se descubram em suas potencialidades - me realizo mais em gerenciar e tomar decisões, escrever, investigar ou falar em público? E serve também para exercitar a noção de força na política, em caso de conflitos de interesse.

3- O Nome: parece algo simples e sem importância, mas ao definir o nome eles estarão dando uma "cara" ao grupo. Constitui-se o nome próprio numa identidade, um valor, uma bandeira, um símbolo de unidade, que é o que caracteriza os partidos políticos, aliás qualquer posição política...

Portanto, para além do entendimento sobre o que é política e como ela se dá enquanto relações de poder e força, está também o laboratório sobre a ação política, cujo entendimento dos mecanismos são tão necessários ao exercício da cidadania. 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

FILOSOFIGHTERS - FILÓSOFOS "SAINDO NA MÃO"?

Um jogo digital disponível on line no endereço: http://super.abril.com.br/multimidia/filosofighters-631063.shtmlvel utiliza-se de nove personagens retirados da História da Filosofia. Cada um deles possui dois golpes com os quais luta com os adversários. O que interessa para os que estudam filosofia é que cada golpe é retirado de um conceito formulado pelo pensador. Sendo assim , é possível que joguemos nos informando um pouco da vida e obra do filósofo escolhido para representar-nos. Joquem, vençam, e postem suas impressões a respeito aqui! Bons estudos e entretenimentos! 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Um pequeno comentário sobre "O pensador"

A Escultura "O pensador" do artista francês Auguste Rodin, pelas suas características originais e de forte expressividade estética, acabou sendo incorporada como um símbolo não apenas de pensar, mas extensivamente do proprio filosofar. É importante ressaltar o tremendo esforço que a figura parece fazer, denotando com isto que a prática filosófica não é apenas uma atividade espiritual, desvinculada da realidade orgânica. A atividade filosófica e o exercício do pensamento racional exigem um grande esforço físico também, envolvendo o indivíduo em sua totalidade. No decorrer de um século a obra inspirou muitos outros artistas a fazerem releituras dentro de suas atividades, como o rapper brasileiro Gabriel, o pensador, que incorporou ao seu nome artístico e criou até uma logo marca com a referência. Vejamos algumas pecinhas coletadas na REDE:



Obs: Esta postagem surgiu por conta da pergunta feita por um aluno a respeito da escultura, onde ele fazia a relação entre obra e filósofo 

sábado, 5 de maio de 2012

Descartes reivindica autonomia para o exercício do pensamento

O filósofo francês René Descartes fundamentou-se numa màxima: Penso, logo Existo. Essa simples frase contém mais do que parece. Com a afirmação, ele deixa claro que o que legitima sua existência como indivíduo e com a liberdade para dirigir os caminhos de sua vida é o pensar. Com isto, ele abre as portas para a modernidade, para o pensamento racional superando os preconceitos do senso comum e das mistificações religiosas que até então predominavam.
Imagine um mundo sem as transformações possíveis da democracia, das ciências, do exercício livre nas artes, na filosofia, na educação e de todas as atividades humanas que podem ser praticadas por pessoas com autonomia e independência, explorando sua criatividade... Pois para existir este mundo, foi necessário que Descartes primeiramente insistisse que nós existimos porque pensamos.    

Pensadores na Cabana

Este Diário Digital tem por objetivo relatar acontecimentos significativos no exercício profissional ligado à educação, no processo de ensino / aprendizagem de filosofia principalmente, mas também de qualquer outra área da educação ou da atividade humana por excelência: pensar.