domingo, 13 de maio de 2012

Blog em construção. Obrigado pela compreensão.

14 comentários:

  1. Platao

    o mundo da ideias

    Do ponto de vista filosófico, o principal objetivo de Platão era encontrar na sociedade uma realidade que fosse eterna e imutável. Partia da ideia de que existem duas realidades diferentes que envolvem o ser humano, o Mundo das Idéias e o Mundo das Sombras, conhecido também como Mundo dos sentidos.

    As idéias eternas e imutáveis fazem parte do Mundo das Idéias, e determinam os conceitos que temos sobre o mundo físico. O Mundo dos Sentidos se refere ao que habitamos, composto por uma série de valores imperfeitos, como sombras de uma realidade perfeita. As coisas desse mundo imperfeito não são eternas ou imutáveis, são feitas de matéria, objetos materiais que funcionam como “cópias” das idéias perfeitas e imutáveis do Mundo das Idéias.

    A caverna

    O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

    A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

    Maquiavel

    De Principatibus

    Maquiavel escreveu "O Principe", uma especie de manual para os governantes de sua época, e imortalizou a frase : "Osque vencem, não importa como vençam, nunca conquistam a vergonha."

    Cesare Bórgia

    O governante Italiano que inspirou sua obra. O monarca, que abandonou a carreira na Igreja para constituir um principado na Itália com métodos violentos.

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  2. Caro Aldemir:
    As explicações dos conceitos de Platão estão bem formuladas. Onde podemos ver reflexos da crença num mundo das ideias até hoje? Conversaremos sobre isto nas próximas aulas!
    Obrigado!

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  3. Cassiano Provazzi Domingues

    • Santo Agostinho

    “Tolle, lege; tolle, lege” (Toma e lê , toma e lê )
    Toma e lê foram as palavras milagrosas que Santo Agostinho ouviu de Deus.
    Assim descreveu Santo Agostinho quando ele teve a sua conversão ,como resposta a um chamado.

    Distentio Animi (Distensão de Alma)
    Santo Agostinho no Capítulo XI da sua obra Confissões, faz uma análise acerca do tempo, ressaltando o seu aspecto psicológico, ou seja, a maneira como nós o apreendemos, a noção do antes e do depois que as coisas gravam em nossa alma.
    Segundo ele, o tempo tem início no ato criador de Deus, ou seja, quando o mundo começou a ser, a existir. No ato de falar de Deus fomos criados. Podemos comprovar isso no livro do Gênesis.
    Somente quando o tempo está decorrendo é que posso percebê-lo e medí-lo, pois não se pode medir o tempo passado que já não existe ou mesmo o futuro que ainda não chegou.
    Ao invés de afirmar: passado, presente e futuro, Santo Agostinho nos diz que a maneira correta de afirmar isso é: a lembrança das coisas passadas, a visão presente das coisas presentes e a esperança das coisas futuras.

    • Jean-Jacques Rousseau
    “Homem Natural”
    Rousseau inicia o discurso fazendo uma distinção das duas desigualdades existentes: a desigualdade natural ou física e a desigualdade moral ou política. A desigualdade natural (sexo, idade, força etc.) não é o objetivo dos estudos de Rousseau, pois como o próprio nome já afirma, esta desigualdade tem uma origem natural e não foi ela que submeteu um homem a outro. A origem da desigualdade moral ou política é o que interessa para Rousseau.
    Rousseau defendia a ideia de um mundo igual, onde todos tinham os mesmos diretos, dependendo de ser homem ou mulher, branco ou preto, pobre ou rico, pra ele não deveria ter essa diferença .

    “Liberté!”
    Jean Jacques Rousseau foi um dos filósofos que influenciaram os movimentos sociais, políticos e econômicos setecentistas que culminaram na Revolução Francesa. Sob inspiração de Rousseau, a burguesia, em ascensão, além da liberdade econômica conquistada contra o Ancien Regime no século XVIII, alcançou a liberdade e a igualdade políticas. A obra Contrato Social, que estabelece o fundamento da sociedade em um pacto social, foi de fundamental influência para a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1789. Nela, encontramos a idéia de liberdade e igualdade como direitos naturais que o homem gozava no estado de natureza. O pacto social dá passagem ao estado civil sob o império da vontade geral, formada pela união de todos os indivíduos pactuantes.

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    1. Caro Cassiano:
      Os conceitos foram bem explicados, mas é preciso citar a autoria dos mesmos (por exemplo: Henkes, Ricardo. Revista Espaço Acadêmico nº 89. 2008. Disponível em:http://www.espacoacademico.com.br/089/89henkes.htm ). Compare a visão do primeiro filósofo, sob o primado da crença divina, ao segundo, que acredita no homem e em suas potencialidades (uma natureza perfeita e a liberdade). Os conceitos de igualdade seriam possíveis utilizando o pensamento de Agostinho?

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  4. Nome: Rafaela Trajano N° 24 3°A

    Redação.

    Friedrich Nietzsche
    “Deus está morto!”
    No jogo podemos observar que Nietzsche nesse golpe, atira em seu inimigo um Deus “morto”. Assim também era a Tese de Nietzsche. Para ele a crença em Deus não fazia sentido. E se os homens deixassem de acreditar poderiam reconhecer o valor deste mundo, e assim se tornar livre.

    “O super-homem.”
    Este é o golpe em que um super-homem ataca o inimigo à favor de Nietzsche. Ele compara a evolução humana ao recurso que vê o homem vir do macaco, em direção a um ser de potencial completo (o super-homem). Para ele, então o homem não teria ainda atingido este estágio superior. Tendo isso no plano valorativo.

    Simone de Beauvoir & Jean-Paul Sartre.
    Simone de Beauvoir foi uma escritora, filósofa existencialista e feminista francesa. Sartre foi um filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.

    “Nobel 64.”
    Golpe em que Sartre atira um prêmio no inimigo. Nesse ano é-lhe atribuído o Prêmio Nobel de Literatura, mas ele o recusa. Segundo ele "nenhum escritor pode ser transformado em instituição".

    “La Femme.”
    Golpe em que Simone atira em seu inimigo um sutiã vermelho. Simone foi uma das maiores pensadoras do feminismo. “O Segundo Sexo” foi publicado há cinquenta e cinco anos. Nesta obra, Simone de Beauvoir fazia uma “chamada às armas” contra a discriminação a que as mulheres continuam a ser sujeitas.

    “O outro.”
    Esse golpe, se o jogador é Sartre, ele atira sua amada Simone contra seu inimigo; e se for Simone, atira Sartre contra seu inimigo. Jean-Paul Sartre & Simone De Beauvoir se conheceram n faculdade, e mantiveram um relacionamento sólido e cúmplice por 50 anos. Sendo exemplo para qualquer pessoa.

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    1. Cara Rafaela:
      Seu texto está bem colocado (tres chic, diria Sartre...), explicando os conceitos contidos em cada golpe. Mas talvez deva também citar a fonte de algumas partes que não são suas. Até que ponto podemos dizer que a filosofia de Sartre é uma continuação ou até complemento da de Nietzsche?

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  5. Platão e Descartes

    Estes são dois pensadores distantes aproximadamente vinte séculos no tempo, mas que possuem várias possibilidades de aproximações teóricas, sobretudo quando utilizamos como fio condutor do estudo de suas obras as questões epistemológicas ligadas à dialética (platônica) e ao ceticismo lógico (cartesiano).
    Dialético como fundamento da perspectiva epistemológica platônica
    A filosofia platônica, conforme é sabido constrói-se mediante o emprego de alusões constantes a uma dimensão que estaria para além da concretude do mundo material, e que é denominada por Platão mundo das ideias. Este mundo das ideias seria a expressão mais pura e acabada do conhecimento acerca de todo e qualquer elemento da realidade, e a partir dele tudo o que existe e é percebido pelos sentidos é copiado e trazido para o mundo sensível em que nos movimentamos e existimos. No mundo das ideias se situam as “formas perfeitas”, as quais dariam origem a ideias como: o bem, a verdade e a sabedoria. Tais ideias não se concretizariam no mundo sensível mas seriam apreensíveis pela razão, propriedade da alma individual, vista por sua vez como um Daemon (gênio) interior. A razão seria propriedade que permitiria ao gênio interior se lembrar do conhecimento da verdade a respeito dos entes inteligíveis (componentes do mundo das ideias). Platão utiliza a ideia de lembrança quando se refere ao processo de aprendizado do gênio interior por entender que este procede do mundo das ideias e, em dado momento, vem a juntar-se a um corpo material de modo a constituir um indivíduo completo. Como forma de se aproximar do conhecimento da verdade, Platão (e, talvez, Sócrates, se considerarmos a possibilidade da existência histórica deste personagem) se utiliza da dialética, especialmente como uma forma de definir o ponto de partida de toda investigação mediante o confrontar dialógico dos argumentos. Vejamos como a noção de dialética em Platão se encontra expressa nas palavras deste filósofo constantes do diálogo Fedro: Abarcar num só golpe de vista todas as ideias esparsas de um lado ou do outro e fundi-las numa só ideia geralmente afim de poder compreender, graças a uma definição exata, o assunto de que se deseja tratar (p. 106). A partir da análise desta prescrição platônica, podemos ser levados a crer que Platão associa diretamente regras da lógica a imperativos de homogeneização e organização discursiva como forma de empregar a dialética enquanto instrumento de compreensão do mundo. A esse respeito, é interessante mencionar que, em trabalho a respeito do diálogo Crátilo de Platão, Maria Aparecida Montenegro (2001) afirma que: Conforme apontam vários de seus diálogos, o trabalho do mestre/filósofo consiste em persuadir a alma do aprendiz/discípulo na direção do conhecimento através de belos discursos e exercícios dialógicos de perguntas e respostas. Dado que esse trabalho de psicagogia, que coincide comum a verdadeira terapia pela palavra, deve levar em conta a especificidade de cada alma a ser persuadida (ou purificada), tal que para cada alma deve haver um discurso que melhor lhe convenha, não pode haver conhecimento sem a intervenção da linguagem (MONTENEGRO, 2001, p. 376) . Deste modo, tomando como base a reflexão desenvolvida pela referida autora, pode-se dizer que ao associar o método de raciocínio dialético enunciado no Fedro com a mediação do discurso dialógico, tal como visto em todos os diálogos platônicos, é possível afirmar que a epistemologia nesta perspectiva se orienta de maneira a desenvolver a especulação filosófica em um enfoque dialético através da linguagem, utilizando o diálogo como ferramenta fundamental para tal empreendimento.

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    1. Cara Gabriela:
      As escolhas são ótimas, pois permitem ver no percurso do pensamento filosófico que alguns conceitos são revigorados. Mas é importante citar a fonte de onde o texto foi retirado (http://www.cienciashumanas.com.br/resumo_artigo_1543/artigo_sobre_algumas_aproximacoes_entre_descartes_e_platao_(1). Já que as aproximações foram consideradas, que tal pensar nos conflitos: Platão aceitaria a liberdade dos sujeitos pensantes proposta por Descartes?
      Obrigado!

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  6. • SANTO AGOSTINHO (354 - 430 - Numídia, hoje Argélia)
    É um dos mais importantes teóricos do cristianismo, baseava-se na filosofia de Aristóteles dentre outros filósofos clássicos.
    Para ele, todos os problemas poderiam ser resolvidos através de uma luz divina, a que vem de Deus. A mais importante de suas obras é "Confissiones", que mesmo sendo uma autobiografia, não deixou de ter a marca filosófica de Agostinho. No Livro X, Agostinho escreve sobre a memória e suas atribuições. Já no Livro XI, Agostinho fala sobre a Criação, sobre o Tempo e da noção psicológica que se tem deste.

    Golpes:
    TOLLE LEGE; TOLLE, LEGE: É uma cruz onde sai uma luz. Santo Agostinho virou católico quando ouviu uma voz de criança cantando em seu jardim e acreditava que o mundo só seria salvo pela luz divina vinda de Deus, ele usa esse golpe para tentar mostrar o caminho da luz ao seu adversário, o que não funciona com o Filósofo Nietzsche já que o mesmo é Ateu.
    DISTENTIO ANIMI: Agostinho também acreditava que o tempo existia apenas por nossa percepção, nesse golpe ele rejuvenece e volta ser o Santo vigoroso que era antes, para poder atacar seu oponente com uma maior força.



    • NICOLAU MAQUIAVEL (1469 - 1527 - Florença, Itália)
    O "Príncipe" é provavelmente o livro mais conhecido de Maquiavel e foi completamente escrito em 1513, neste ele tenta mostrar como deveria se comportar um líder, onde o personagem principal foi inspirado em um polêmico governante da Itália, César Bórgia. Apesar de seu nome ter sido sinônimo da falta de ética, ele é defendido como um republicano capaz de reconhecer no povo o papel de agente politico e guardião da liberdade.

    Golpes:
    DE PRINCIPATIBUS: A sua obra o principe, foi como um manual para os governantes da época, onde ele deixou bem claro que "Os que vencem, não importa como vençam, nunca conquistará a vergonha". Nesse golpe, Nicolau da uma risada maquiavélica e atira coroas pratas para poder ferir o adversário.

    CESARE BÓRGIA: Nesse golpe, Maquiavel evoca o governante polêmico, no qual inspirou a sua obra "O Príncipe", César Bórgia abandonou a carreira religiosa para poder construir um principado na Itália com métodos violentos e ataca o inimigo com uma voadora.

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  7. Cara Maiara:
    Foi muito bom você ter comentado cada filósofo escolhido com suas proprias palavras, o que demonstra que buscou informações. Agora eu lhe lanço um desafio: Quais seriam as diferenças cruciais no pensamento de Agostinho e Maquiavel? Ou eles conviveriam bem?
    Obrigado!

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    1. A característica mais marcante da obra maquiaveliana é o fato dele pensar e escrever sobre politica, rejeitando completamente o idealismo dos clássicos.
      Enquanto Platão, Santo Agostinho e outros filósofos buscavam apenas estabelecer as características de um estado ideal, Maquiavel seguiu no sentido oposto, ao invés de pensar no que o estado deveria ser, ele então desenvolveu uma teoria a partir do que o estado era de fato.
      E ai gerou as diferenças no pensamento de ambos filósofos!

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    2. Muito bem! Definiu a diferença crucial entre o pensamento tradicional que imperou durante a antiguidade acreditando numa essência, e o representante do moderno, que pensa a ação política em sua realidade concreta.
      Obrigado!

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  8. Carina Camargo de Oliveira. Nº 07 3ºA

    Friedrich Nietzsche
    Golpe: Deus está morto; Nesse golpe Nietzsche atira em seu inimigo um Deus morto, pois para ele a crença em Deus não faz sentido, Nietzsche diz que Deus está morto e que sem religião os homens podem reconhecer o valor deste mundo e assumir sua própria liberdade, também dizendo que dessa maneia os homens podem até se tornar deuses. Ele também se auto-intitula ateu.

    Golpe: Übermensch:Nesse golpe Nietzsche chama o ‘super homem’ para poder lhe ajudar contra o inimigo, esse golpe é usado para comparar a evolução humana ao recurso que vê o homem vir do macaco.
    “A característica dominante do super homem de Nietzsche seria o amor à luta e ao perigo, deixando a felicidade para a maioria, os meros humanos normais, pois ao super-homem caberia o dever de elevar-se além dos limites estabelecidos pela normalidade, pois nada mais terrível do que a supremacia das massas, segundo Nietzsche.” Trecho tirado de: (http://www.infoescola.com/filosofia/nietzsche-e-o-super-homem/)

    Nicolau Maquiavel
    Golpe: De Principatibus; Nesse golpe Maquiavel lança uma coroa no inimigo, uma das coisas que ele mais falava era ‘ os que vencem, não importa como vençam, nunca conquistam a vergonha’ . O golpe foi baseado por umas de suas obras, que foi ‘O Príncipe’ Esta obra surgiu da vontade do autor de comparar as instituições da antiguidade, em especial as da Roma clássica, com as de Florença no período.

    Golpe: Cesare Bórgia; Nesse golpe, Maquiavel chama Cesare Bórgia para lhe ajudar contra o inimigo dando-lhe uma voadora, Cesare foi um governante italiano que inspirou sua obra. Ele utilizava métodos violentos para constituir um principado na Italia. Feito prisioneiro duas vezes, morreu lutando pelo exército de Navarra, mas a figura de César Bórgia ficaria marcada para Maquiavel como a do perfeito representante de seu príncipe.

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  9. Carina: Boas definições! E se lembrou de citar a fonte de onde retirou o texto. É bom lembrar que Maquiavel escreveu o livro "O Príncipe" especialmente para o príncipe de sua cidade natal, com a intenção de que a obra servisse de manual para o exercício do poder.
    Obrigado!

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